Sobre a Cidade

SOBRE A CIDADE

Barretos é um município brasileiro do estado de São Paulo na Mesorregião de Ribeirão Preto. Sua população estimada em 2014 é de 118.521 habitantes, em uma área de 1.563,6 km². A cidade é nacionalmente conhecida no Brasil pela Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, a qual é considerada como o maior festival de rodeio e de música sertaneja do país.

HISTÓRIA

Em 1831, Francisco Barreto e Simão Marques, juntamente com suas famílias, chegaram à região, apossando-se de grandes extensões de terras, onde organizaram suas fazendas (Fazendas Fortaleza, Monte Alegre e Posse Seca).

Em 1854, os descendentes destes pioneiros assinaram o título de doação de 82 alqueires ao "Divino Espírito Santo" e as primeiras casas de sapé começaram a surgir ao redor da capela erguida no local (Capela do Espírito Santo de Barretos).

Foi elevada à Freguesia, pela lei no. 42, de 16 de abril de 1847, e à Município, pela lei no. 22, de 10 de março de 1885. A lei no. 1021 de 6 de novembro de 1906, mudou o nome de Espírito Santo de Barretos para Barretos, já o decreto no. 98 de 26 de novembro de 1890 tinha criado a Comarca, simplesmente de Barretos.

Como município instalado a 31 de janeiro de 1890, foi criado com a freguesia de Espírito Santo de Barretos. Em 1909 foi inaugurada a estrada de ferro. Em dezembro do ano anterior entrava na estação a primeira locomotiva do trem de lastro.

O personagem "boiadeiro" sempre teve um papel importante no transporte de gado de uma região para outra, assim como na entrega de "bois gordos" aos frigoríficos da região e Festa do Peão de Boiadeiro.

Elevada a município em 10 de março de 1885.

O prefeito atual é Guilherme Henrique de Ávila, Fisioterapeuta.


FUNDAÇÃO

O casal de fundadores desejava doar uma quantia de terras ao Divino Espírito Santo, para que fosse erguida uma capela para serem celebrados os ofícios cristãos que eram realizados na cidade de Jaboticabal, pois o Arraial dos Barretos, pertencia àquele curato.

Assim, os filhos, genros e noras de Francisco José Barreto, seis anos após sua morte doaram62 alqueires da Fazenda Fortaleza e Simão Librina e seus familiares mais 20 alqueires da fazenda Monte Alegre.

Antônio Leite de Moura, um dos poucos alfabetizados existentes no lugarejo, lavrou uma escritura ‘‘de mão’’ oficializando-se a intenção de todos, em 25 de agosto de 1854. Esta escritura é considerada o principal documento da história de Barretos, uma espécie de certidão de nascimento. Essa data, portanto, é considerada o dia da fundação da cidade.

Em 1856 foi erguida a primeira capela: uma edificação tosca, rudimentar, de pau-a-pique, onde hoje localiza-se o Banco Brasileiro de Descontos - Bradesco, na Praça Francisco Barreto. Lá eram realizados os casamentos, batizados e outros ofícios da Santa Igreja, celebrados pelos padres provindos de Jaboticabal ou Frutal.

No pequeno lugarejo, os habitantes dedicavam-se ao sapateado e ao palmeado da catira, à caça e à pesca, e às cantigas e às modas de viola.

No inverno de 1870 um frio intenso assolou o lugarejo, cobrindo-o com espessa camada de neblina. A “geada brava” dizimou campos e matas. Diz a lenda que no mesmo ano, em 24 de agosto, uma fagulha deu origem ao maior incêndio já visto por estas paragens: o “fogo bravo”, um incêndio de proporções infernais. O fogo teria devorado as matas anteriormente ressequidas desde o Rio Pardo até o Grande.

A existência do “fogo bravo” ou pelo menos sua extensão é questionada por historiadores, já que não há referência a ele nas cidades vizinhas. Mas, independente da veracidade deste detalhe, o fato é que Barreto se desenvolveu rapidamente na década de 1870 devido a vinda de comerciantes de gado, em busca de pastagens na região.