Sobre a Cidade

SOBRE A CIDADE

Votuporanga, mais do que a Cidade das Brisas Suaves, é também a capital da educação, graças à moderna infraestrutura de seu setor educacional que contempla, além das escolas municipais e estaduais de ensino infantil, fundamental e médio, das escolas técnicas e tecnológicas, um grande sistema de educação superior, com a Unifev, que abriga dois campi: a Cidade Universitária e o campus centro, com mais de 7 mil alunos e 33 cursos de graduação nas áreas de Biológicas e Saúde, Exatas e Tecnológicas, Humanas e Sociais; além da Futura, com cursos na área de administração, e, a Fatec – Faculdade de Teologia e Ciências.

Município de economia sólida e de extremo potencial econômico é um dos maiores pólos moveleiros do país e ainda congrega as matrizes das grandes indústrias de implementos rodoviários, Facchini e Truck Galego. Na área de turismo de eventos, o carnaval tem destaque nacional, sendo considerado um dos melhores do país, com destaque para o Desfile das Escolas de Samba da cidade e ao Bloco Ôba!, que traz os grandes astros da música nacional para o Centro de Lazer do Trabalhador. Votuporanga possui praticamente 100% de suas ruas asfaltadas, com redes de água, energia elétrica e esgoto e, além disso, a Estação de Tratamento de Esgoto.

Fonte: Prefeitura de Votuporanga

Em 28 de dezembro de 1936 a Companhia Agrícola Francisco Schimidt S/A que vinha enfrentando dificuldades financeiras em virtude das crises enfrentadas pela cultura cafeeira, quita suas dívidas com a empresa exportadora alemã Theodor Wille & Cia, entregando-lhe em dação de pagamento duas glebas de terras, uma delas a Fazenda Votuporanga, totalizando 11.340,14 alqueires, encravadas na Fazenda Marinheiro de Cima, no município de Tanabí, Comarca de Monte Aprazível.

A empresa alemã constitui a Empreza Paulista Para Retalhar Terras com a finalidade de lotear as áreas adquiridas e nos primeiros dias de fevereiro de 1937 envia para a região os engenheiros Guilherme Von Trumbach e Otto Rittl, que auxiliados pelo Sr. Pascoal Albanese morador em Tanabí e por sua sugestão reservam uma parte da área, destinando-a à formação de um núcleo, uma futura vila.

No dia 14 de março do mesmo ano, cavaleiros partem da sede da fazenda em busca do local ideal para a nova vila e no caminho encontram a placa da antiga fazenda, estava escolhido o nome: Votuporanga por sugestão do Sr. Sebastião Almeida de Oliveira.

Para o empreendimento foi reservada uma área de 30 alqueires e traçado 12 quarteirões, praças e ruas e no dia 8 de agosto de 1937, com direito a churrasco, banda, catira, muitos discursos e com a benção de um cruzeiro pelo padre Izidoro Cordeiro Paranhos, estava inaugurada a Vila de Votuporanga.

Em 1º de janeiro de 1945 a Vila recebe os foros de cidade e é elevada à categoria de Município, sendo nomeado como primeiro prefeito o cartorário de Américo de Campos, Sr. Francisco Vilar Horta e em 13 de junho de 1945 é instalada a Comarca sendo nomeado como primeiro juiz de direito do dr. Nelson Ferreira Leite.

Nome

VOTU = ar, brisa e PORANGA = belo, bom, bonito.

Bons Ares, Bons Ventos, Brisas Suaves.

INAUGURAÇÃO

A grande festa contou com a presença de autoridades, centenas de pessoas de todas as classes sociais vindas de localidades vizinhas. Durante a solenidade houve discurso, música com banda musical e uma missa campal em um altar improvisado celebrada por Padre Izidoro Cordeiro Paranhos, representando o Bispado de São José do Rio Preto. Durante a festa foi servido um grandioso churrasco para todos os presentes.

PRIMEIROS MORADORES

Otto Rittl, Gunther Hermann Friederch Schamal, Dr. Gilberto Sampaio Vidal, Sebastião Almeida de Oliveira, Sebastião de Lima Braga, Germano Robach, Demétrio Acácio de Lima, Abílio Franco, Wolfrang Weringer, Francisco de Vilar Horta, José Abdo, Germano Pernica, Braz Vita, Júlio Gonçalves, Nicola Consolo, Jorge Homsi, Roque Januzzi, João Evangenlista de Castro, Basílio Almeida de Oliveira, Minervina do Santos, Margarida Maschi Baliano, Cecílio Cordeiro Paranhos e muitos outros.

A FERROVIA

A Estrada de Ferro Araraquarense (E.F.A) – Fepasa – foi inaugurada em 05 de fevereiro de 1945, no governo de Getúlio Vargas. O governador do Estado era Sebastião Nogueira de Lima.

A instalação dos trilhos ficou parada em Cosmorama por dois anos até chegar a Votuporanga. O primeiro chefe da Estação de Trem da cidade foi Narciso Martins. Somente quatro anos depois a estrada férrea chegou a Valentim Gentil.

Em cinco de março de 1958 foi implantada a linha de “bitola larga”, tornando a viagem para São Paulo mais rápida.

Em janeiro de 1997 a linha de passageiros foi desativada.

Fonte: Prefeitura de Votuporanga

Fundada por uma Empresa

Se usarmos como fonte de estudo diversos municípios brasileiros, com certeza iremos nos deparar com uma situação no mínimo curiosa – a maioria deles foram fundados por grandes homens que fazem parte da história. Mas, nossa cidade não...!

Votuporanga foi fundada por uma empresa.

Um avião caiu no centro da cidade

Um episódio no mínimo curioso marcou a vida das pessoas em Votuporanga. No dia 26 de maio de 1953, um avião pilotado por Vicente Lupo caiu em plena praça da Matriz bem em cima do coreto que havia antigamente. Apesar do susto e do tumulto ocasionado pelo acontecimento, ninguém saiu ferido, nem mesmo o piloto.

Mas o fato ficou na história.

Santa Casa de Misericórdia/AME

Enquanto a maioria de Santa Casa de todo o país suplicam por socorro, Votuporanga possui uma das maiores instituição de saúde do Estado de São Paulo. Nossa Santa Casa de Misericórdia é um exemplo de gestão administrativa, enquanto o AME (Ambulatório Médico de Especialidades), o primeiro implantado no interior, consegue atender a população local, toda a região noroeste.

Aeroporto congestionado

O dia 19 de novembro de 1999 entrou de vez para a memória de nosso povo. É que a equipe de nosso Aeroclube recebeu uma comitiva de instrutores e alunos do Aeroclube de São Paulo, que direcionou a navegação de treinamento para a cidade de Votuporanga. Treze aviões de vários modelos que pousaram em nosso aeroporto deixaram o pátio de estacionamento com um visual colorido e totalmente congestionado.

Na ocasião, o comandante de teste, Altemir Locateli, elogiou a estrutura de nosso aeroporto por conseguir receber tantas aeronaves ao mesmo tempo.

Fonte: Prefeitura de Votuporanga

Os sertões da Alta Araraquarense (Sertão de Rio Preto) permaneciam incultos até o final do século XIX, por falta de vias de comunicação. A estrada Boiadeira ou Estrada do Taboado, aberta pela iniciativa privada, na década de 1890, atravessou o sertão e ficou sendo a única via de acesso à região. Foi por ela que entraram e aqui se fixaram os precursores da massa de cafeicultores que iriam mudar o panorama do crescimento e do progresso das “terras novas”.

Nas duas primeiras décadas do século XX, desbravadores, entre eles: Joaquim Antonio Pereira, Afonso Cáfaro, Francisco Arnaldo da Silva, Quirino Luiz Pereira, João Biroli, todos assentados na Gleba Santa Rita, e Luiz Armando Barozzi e posteriormente Carlos Barozzi, pai e filho, e muitas outras famílias principalmente de italianos, na gleba Marinheiro, dão início à abertura desta região pioneira.

Os Barozzi, em 1938 (10/11), fundaram o patrimônio de Brasilândia que, em agosto de 1943, se tornou Distrito de Paz- 3ª Zona Distrital de Monteiro- (hoje Álvares Florence).

Em 22 de maio de 1939, Joaquim Antonio Pereira, fundou o patrimônio de Pereira, localizado aproximadamente a três quilômetros de Brasilândia.

As vilas pertenciam ao imenso município de Tanabi, na época, o maior do estado de São Paulo. As rivalidades logo surgiram tentando uma vila suplantar a outra.

O grupo político de Pereira era mais atuante e, mesmo sentindo o golpe da implantação da 3ª Zona Distrital em Brasilândia, iniciou um movimento para conseguir a elevação a município, tendo Pereira como sede.

Em 1945 haveria uma nova divisão territorial e administrativa do Estado de São Paulo e nenhuma das duas vilas tinha condição de, separadamente, ser elevada a município. Em 1943, o interventor Fernando Costa, em visita à região, sugere a unificação para alcançar tal objetivo. Portanto, Fernandópolis (Terra de Fernando), é o produto da união dos dois patrimônios primitivamente rivais, Brasilândia e Pereira, fundados na região pioneira do Sertão de Rio Preto.

O novo município, instalado em 1º de janeiro de 1945, tinha uma área de 6.346 Km2 (hoje são 545 Km2), ocupando 2,57% da área total do Estado. Foi desmembrado do município de Tanabi, e suas divisas chegavam aos rios Grande e Paraná. Tinha como distritos Jales e Pedranópolis. Sua população era de 25.002 habitantes, correspondendo a 0,31% da população estadual. Portanto, uma imensa área, porém, pouco povoada.

O café foi, durante muitos anos, a principal fonte de renda, mas devido aos diferentes tipos de solo e a necessidade do próprio abastecimento, foram sendo introduzidas novas culturas, destacando-se o algodão, milho, amendoim e arroz.

Na atualidade

Atualmente o município de Fernandópolis possui uma área territorial de 550 km², população de 64.696 habitantes, com densidade demográfica de 117,63 habitantes por km². Seu grau de urbanização é superior a 96,94%, fato ligado ao grande desenvolvimento dos setores do comércio e serviços.

O setor de serviços representa 67,69% da riqueza gerada no Município. A indústria responde por 29,35% e o setor de agropecuária, cerca de 2,97%.

Fernandópolis é uma cidade economicamente agrícola, comercial e industrial. Dos estabelecimentos econômicos, 44% pertencem ao setor comercial, 27% estão no setor de serviços e 5% no setor industrial. Porém, o setor de serviços é responsável pelo maior número de empregos formais, isto é, 39% do número de vagas. Apesar da importância da indústria e comércio na economia regional, a agropecuária ainda é a principal fonte de dinamismo econômico.

A renda que movimenta o setor de comércio e serviços do município é proveniente da agricultura do município de Fernandópolis. A produção agrícola do município e região está concentrada em culturas temporárias, com amplo destaque para o cultivo da cana-de-açúcar, representando cerca de 44% do total da área cultivada. Dentre as culturas permanentes, a laranja e outros citros são responsáveis pela maior parte do valor gerado. É também de grande importância para a região a bovinocultura de corte e leite, atividades que atingiram conjuntamente mais de 23% do total do valor da produção agropecuária.

Fonte: Prefeitura de Fernandópolis